Os dias 12 e 13 de dezembro – em voluntariado na Casa de Saúde do Telhal – estão, sem dúvida, dentro dos mais marcantes deste ano. Já faz três anos que visito esta casa e nunca saio de lá indiferente.

Na unidade de S. Agostinho, com 48 pessoas extremamente dependentes, não há mãos a medir ao trabalho, por isso os voluntários são sempre recebidos com enorme alegria. É certo que ficamos mesmo cansados a pôr mesas, lavar pratos, dar comida à boca, escovar dentes, fazer barbas, empurrar cadeiras de rodas, jogar dominó…, mas a gratidão com que nos recebem e se despedem de nós pedindo que voltemos é desmedida, porque nós é que devíamos agradecer as lições de vida que ali aprendemos: reconhecemos que a pessoa é muito mais do que a doença; reconhecemos que aqueles a quem se chama “malucos” são muito mais autênticos, puros e bondosos do que nós, considerados “normais”; reconhecemos que qualquer um de nós está sujeito a adoecer…

Há três anos não acreditava em nada disto. Agora sei que a dignidade humana é inviolável e que todas as pessoas são igualmente pessoas com um valor inestimável.

Vão ao Telhal ajudar e ver como “é dando que se recebe”.

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André Silva - 12º C